
Avenida Musical Norte-Sul (2017)
FICHA TÉCNICA
Músicos participantes
Violão, voz e arranjos - Nilson Chaves
Baixo - Adelbert Carneiro
Bateria - Edvaldo Cavalcante
Guitarra, violão de aço, banjo - David Amorim
Teclado - Edgar Matos
Participações especiais
Sax soprano e tenor, flauta - Esdras Souza
Marabaixo, percussão, berimbau - Kleber Benigno
Acordeón -Chiquinho do Acordeón
Gravado no Estúdio Apce (Belém) - fevereiro/2016
Técnico de gravação - Assis Figueiredo
Mixagem - Assis Figueiredo e Nilson Chaves
Masterização - Assis Figueiredo (Estúdio Apce)
Capa - Aquarela de N.B. Martins
Foto P&B Nilson Chaves: Marivaldo Pascoal
Foto Carlos Di Jaguarão: Jonas Silva
Projeto gráfico - Fatinha Silva (fatinhasilva.pa@gmail.com)
Agradecimentos à Estância Sinuelo
FAIXAS
1. Avarandado de Aruanda
Lavanda é ... Lavanda faz
A cama na varanda (bis)
Tudo que eu tomei não é meu
Tudo que eu tomei é emprestado
Lavanda é ... Lavanda faz a cama
No avarandado de Aruanda.
Lavanda é... Lavanda faz
O teu mundo sombrio... Bis
Que se partiu e já vai tarde sumir do mercado
Lavanda é ... A rosa que se parte
E outras que se abrem (bis)
Lavanda faz … O som da motoserra
Pela selva soar desafinado
E a cara da favela totalmente na dela
Sorrir de felicidade
Lavanda é ... Lavanda faz a cama na varanda (bis)
Trilha do bem-virá deita a mão nas paixões
Refaz os olhos d'água.
Sendo uma é muitas, agiganta nossa fé
Enquanto a vida descansa,
No avarandado de Aruanda.
Lavanda é ... Lavanda faz a cama na varanda (bis)
Tudo que eu tomei não é meu
Tudo que eu tomei é emprestado
Lavanda é ... Lavanda faz a cama
No avarandado de Aruanda.
Lavanda é ... Lavanda faz a cama na varanda (bis)
2. Nana Naná
Que teu som vai te guiar
No verde sem fim da floresta
Nana, nana, nana, naná... Bis
Que teu som vai te guiar
No verde sem fim da floresta
Teu berimbau vai te guiar
Voar pela folha, ao batuque da mata
Nana, nana, nana, naná
Nana, nana, nana, naná... Bis
Teu sorriso de menino,
É brinquedo da colina
Sempre soprando em mim
Batuca ganzá, panela e tamborim
Como se fosse uma festa
E o tempo só uma de espera
Trazendo a primavera,
Pra das manhãs alegres por ti...
Nana, nana, nana, naná
Nana, nana, nana, naná... Bis
Que teu som vai te guiar
No verde sem fim da floresta
Teu berimbau vai te guiar
Voar pela folha, ao batuque da mata
Nana, nana, nana, naná... Bis
3. Guarani Semente
E aí, tudo que vai restar prá gente
Vai ser só uma guarani-semente
O mais puro gen, a mais perfeita forma
Que se tem do amor
E o grão há de bem guardar o segredo:
Da esperança de pé no chão
E eu vou sair, caçar, pescar, dormir
com a cabeça cheia de sonhos
E estrelas brilhantes na escuridão!
E aí o amor,
Fruto permitido dentro da gente
Vai crescer embrião ser vivo,
Na contra-dança da paixão
Daí não tem mais erro nem bezerro:
O único ouro vai ser o perdão. (bis)
E aí o amor...
4. São João Suspenso no Ar
A fogueira do tempo não queima
E parece que para tudo...,
É de vez em quando, é de vez em quando…
Que tudo pára, que pára tudo! (bis)
Mas prá quem é da quadrilha, não!
Esse não pára, não, de dançar
Mas prá quem pula a fogueira, não!
Esse não pára, não, de pular
Então parece que pára tudo,
Então parece que pára tudo. -bis
A fogueira do tempo não queima
E parece que pára tudo ...
É de vez em quando, é de vez em quando...
Que tudo pára, que pára tudo! (bis)
Mas prá quem na zabumba rela a mão!
Esse não para não, de relar
Quem vê Gonzaga tocar um baião!
Esse não pára não, de tocar
Então parece que pára tudo! (bis)
Meu pai se chamava João, e esses que aqui estão
Ainda não pararam de dançar
Mestre João vou arrastar o pé
Até o fim da vida, atrás das luzes coloridas
Que você plantou
É de vez em quando; é de vez em quando…
Que tudo pára, que pára tudo! (bis)
A fogueira do tempo não queima
E parece que para tudo...
É de vez em quando, é de vez em quando…
Que tudo pára, que para tudo!
5. Mariô
Coqueiro dendê, coqueiro açaí
Coqueiro da Bahia, coqueiro guri... refrão
Coqueiro eu sei, é ponta do céu
É lança, é guia, é conto de mar
No recanto da terra, de noite e de dia…
Mas coqueiro quem é você
Que veio me dizer e trazer tanta alegria
Coqueirinho, será que ela gravou
Meu nome juntinho ao dela
Será que é Mario, será que é Maria?
Meu nome juntinho ao dela.
Coqueiro dendê, coqueiro açaí
Coqueiro da Bahia, coqueiro guri... refrão
Será que a soma da folha
E a sombra ao lado dela
Ainda desenha um desejo lindo
Pra encantar e lumiar a terra
Coqueirinho será que ela gravou
Coqueiro da bahia, coqueiro guri... refrão
Vestido com as cores mais belas
Será que ela já se mandou,
Ou será que foi passear
Meu nome juntinho ao dela
Será que é Mario, será que é Mari?
Meu nome juntinho ao dela.
Mariô da Bahia, Mariô da Amazônia,
Mariô de Olinda, Mariô da paulista
Mariô do cerrado, Mariô do sul maravilha
Coqueiro dendê, coqueiro açaí
Coqueiro da bahia, coqueiro guri… refrão
6. Estante Deserta
Olha meu amor: o mundo é tão gris
Não tem mais sertão nem flor de lis
De alguma pessoa nesse país
Fica meu amor: uma saudade imersa
Que no ar delira feito faca cega
Forjada pela fome a desgastar a terra
A folha quando cai !!! Muda meu amor
E a chuva que mata a estiagem
É a mesma que renova a folhagem
O que a gente era, o que se sonhou
Parte do espelho, meu amor, já se quebrou
Mas sempre haverá alguém, algum cantador
Prá simplesmente dizer:
Meu amor, como vai? Tudo bem, meu amor...
Debaixo do cobertor, dentro d'água
Em cima do tapete, agarradinhos na rede
Como vou te amar?
Se a vida essa nossa nau capitã
For palmeiras de concreto, a enxergar de perto
O amanhã só por instantes
Dentro das desertas estantes
Mas olha meu amor, meu amor, como vai?
Tudo bem, meu amor...
7. Cabloco de Rua
Caboclo de lança, surrão nas costas
Gola de lantejoula. espada de prata
Cavaleiro de ogum, ouvi tua reza,
A caminho da mata, virei tua seresta.
Devoção à Maria, esperança na vigília,
Ouro de encosta, eram partes da sua alegria,
Porém a seca que fazia,
Na boléia do caminhão, mal cabia. (bis)
Ah! Se a chuva caísse, a folha da sibipiruna
Guardaria verdes saudades no descuido da tarde
Ah! Se a vontade recuasse
Nunca é tarde para desfazer
O peso de sua verdade.
Ah! Se arrependimento matasse
Caboclo fantasma de rua
não varria cidades, nem picava mula
Ah! Se a saudade amainasse
Nazaré da mata
Retornava montada
Num cavalo de prata,
Atrás da ausente felicidade
Que lhe tilintava ao surrão...
8. Tribal dos Sonhos
Ò freedon, ô terra
Tanta beleza eu não sou Mandela
Nem rei, nem senhor dessa selva
Mas sei que me mato
Me mato de amor por ela
Ô freedon, ô terra
Trovador de estrelas
Na noite aquarela,
Tenho plena certeza
De uma nova era,
Pois sei que me banho
Me banho de amor por ela
Sem essa de intolerância
Quero encurtar a distância
Pra ver brotar um mundo melhor
Seja na Síria ou na França,
Eu vou na fé e na crença
Não me sinto só...
Ser livre não é ofensa
A vida é linda e intensa
E o futuro a gente constrói,
Nosso planeta-criança
Desenha a luz da bonança,
Somos todos um só
Ô freedon, ô terra
Tribal dos sonhos na manhã serena
Traz a paz no canto do sonho em festa
Eu vivo e respiro de tanto amor por ela
9. Júlia
Júlia,
Não te apura, que a vida ta dura,
Não tá pra plebeu
Se o mar tá abaixo,
Acima da linha do mar estou eu...
Júlia amarga é a goma do tacacá
Mas quanto mais ela amarga
Mais gostosa é de se provar
Júlia o tempo é aquela balsa
Que parte para Belém do Pará
Mas se não tiver algum caraminguá
Ela não está pra ninguém, já foi navegar...
Júlia são tantas luzes e cores
Que há na mais pura beleza
Que só uma cor não atura
O próprio brilho que ela contêm.
Júlia o ontem era só uma menina
O hoje é aquela esquina,
A olhar nos olhos
De quem lhe convem
Júlia não tem tempo bom
Sem arrastão, rede e pescador
Mas tudo é tão somente
A sede do peixe,
Pra quem navegou…
Júlia, viver não é sempre ganhar
Nem é sempre perder
Júlia, nem sempre quem perde
Nem sempre quem ganha
Deixa de viver
Júlia, não te apura que a vida tá dura
Não tá pra plebeu,
Júlia, se o mar tá abaixo
acima da linha do mar estou eu...
10. O Sol da Siriú
Siriú, siriú, siriú
É pavulagem, é sinfonia… (Refrão)
Isso não é coisa minha
É só saudades à tardinha
E essa poesia tão sem pressa,
voando livre pela selva
E esse escarcéu cor de céu, azul de se olhar
Dia e noite Waldemar, (bis)
Siriú, siriú, siriú
É pavulagem, é sinfonia… (Refrão)
A felicidade é uma luz cristalina
Abre as asas e a vida se ilumina.
E essa poesia tão sem pressa
Voando livre pela selva
E esse escarcéu cor de céu, azul de se olhar
Dia e noite Waldemar, (bis)
Siriú, siriú, siriú
É pavulagem, é sinfonia… Bis
11. Cobra Coral
Cor de cora, coração, não afaste o tempo bom
Cobra coral, nem arraste pela mão
A cidade em temporal, (bis)
Cor de cora coração, tatuou tua sina, cobra coral,
é só chuva cajuína
Salve a garra nordestina (bis)
Quando cai na armação, armada lona no palco
Nessa vida de artista,
O tempo uma hora diz sim...
O tempo outra hora diz... não
É tipo assim, a felicidade na platéia
Que a gente plantou, é tipo assim
Ir-se embora na leveza
Da andorinha que voou... bis
